2006 ano Mozart
O Mundo celebra a partir do dia 27 de janeiro o ano Mozart

WOLFGANG
(1756/1791)
E nós da Associação Brasileira de Trombonistas, não poderíamos deixar de render nossas homenagens, a este grande músico.
1756: Nasce em 27 de janeiro, em Salzburgo, Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus (= Amadé) Mozart. Sua irmã Nannerl conta quatro anos e meio de idade.
Muita música - e, claro, chocolates, chaveiros, camisetas, canecas, CDs - marca a partir de amanhã o início oficial, digamos assim, do ano Mozart. É que há exatos 250 anos o compositor nascia em Salzburgo, na Áustria, para, alguns anos depois, virar de cabeça para baixo a vida musical de sua época. Mais do que pretexto para o mundo inteiro, para além dos limites da música clássica, voltar a celebrar sua figura.Há quem diga que o primeiro Ano Mozart do século 21 começa ofuscado pelo último Ano Mozart do século 20, 1991, marco dos 200 anos de morte do compositor. Então, vivia-se o auge da indústria fonográfica, acabara de surgir uma nova geração de intérpretes e a caixa da Phillips, com 180 discos e a obra completa, consolidava em parte uma nova maneira de ouvir a música de Mozart, influenciada pelas pesquisas da Música Historicamente Informada.
A constatação é apenas em parte verdadeira, em especial no que diz respeito à indústria fonográfica que, hoje, vive um de seus momentos mais complicados. De fato, não há muitos novos lançamentos em CD que se sobressaiam. A Decca reeditou uma coleção de gravações de óperas; a Deutsche Grammophon lançou esta semana uma caixa com 20 discos, com coisas belíssimas: as sinfonias com Karl Böhm e Leonard Bernstein; os concertos para violino com Gidon Kremer; os para piano com Maria João Pires; e uma seleção de trechos de óperas que envolve nomes como Cecilia Bartoli, Bryn Terfel e Anne Sophie Von Otter, entre outros discos.
São todas reedições. Mas coisas assim não podem ser simplesmente deixadas de lado. Um dado novo, de qualquer forma, foi o lançamento de uma nova caixa com a obra completa do compositor, agora pelo selo holandês Brilliant Classics. Não são as melhores gravações disponíveis, avisa a crítica internacional. Mas tem coisa muito boa e, custando cerca de 100, é uma excelente opção à caixa de 1991 da Phillips, que, na internet, chega a ser vendida a 700.
Mas é no palco que o quadro parece mais interessante. Só Salzburgo investiu 110 milhões nas celebrações. O valor cobre reforma de teatros, modernização dos museus, a criação da Casa para Mozart e, claro, uma temporada ao longo da qual serão apresentadas 36 montagens de óperas e 260 concertos sinfônicos. Neste quadro todo, o evento mais aguardado é o tradicional Festival de Salzburgo. Todos os anos ele reúne na cidade alguns dos principais artistas e conjuntos musicais de todo o planeta - e, claro, uma enorme quantidade de espectadores vindos de todas as partes.

Praça Mozart em Salzburgo
Sua vida!
Fatos da vida de Wolfgang Amadeus MozartO gênio
1756: Nasce em 27 de janeiro, em Salzburgo, Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus (= Amadé) Mozart. Sua irmã Nannerl conta quatro anos e meio de idade.
1760: O pai, Leopold, compositor da corte austríaca, ensina os filhos tanto a ler e escrever, como cravo, órgão e violino. Wolfgang escreve sua primeira composição: um Minueto e trio para piano.
1762: Turnê de Wolfgang e Nannerl em Viena, durante vários meses. As crianças-prodígio também se apresentam diante da imperatriz Maria Theresia.
1763–66: Grande turnê européia, incluindo concertos na Alemanha (Goethe, aos 14 anos, está entre os espectadores), França, Inglaterra e Holanda.
1767–68: Apresentação em Salzburgo da ópera Apolo e Jacinto. Viagem a Viena e Boêmia (atual República Tcheca).
1769–71: Aos 13 anos, é nomeado konzertmeister (não-remunerado) da orquestra da corte de Salzburgo. Viagem à Itália. O papa Clemente 14 o nomeia Cavaleiro da Ordem da Espora Dourada.
1772–75: Passa a receber salário por sua função na corte. Novas turnês pela Itália. Mozart escreve suas primeiras sinfonias e o primeiro concerto para piano e orquestra.
1777–78: Estada em Paris, onde sua mãe falece.
1781: O compositor se estabelece em Viena, tornando-se amigo de Joseph Haydn.
1782: Estréia de O rapto do serralho. Casamento com Constanze Weber.
1783: O primeiro filho do casal morre, com apenas dois meses de idade. Composição da Sinfonia Linz.
1784–85: Mozart inicia seu catálogo de obras. Nascimento do segundo filho, Carl Thomas. Ingresso na Maçonaria.
1786: As bodas de Fígaro estréia em Viena.
1787: Concertos em Praga. Morte de Leopold Mozart. Estréia de Don Giovanni.
1788–89: Grandes dificuldades financeiras. Turnê pela Alemanha. Mozart compõe, entre outras obras, o concerto para piano A coroação, sua última sinfonia (Júpiter) e o quinteto com clarinete.
1790: Estréia de Così fan tutte e última grande viagem de concertos (pela Alemanha).
1791: Estréia de A flauta mágica e La clemenza di Tito. Nasce o terceiro filho, Franz Xaver Wolfgang. Mozart inicia composição do Réquiem. Adoece, falecendo em 5 de dezembro, à 1h da madrugada, em Viena.ustríaco, Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu em Salzsburg em 1756 e foi um fenômeno durante toda
Aos três anos já conseguia tirar melodias do cravo, e chorava quando alguém tocava alto demais ou de forma muito discordante.
Aos quatro anos já tocava violino e cravo de forma tão fluente quanto uma criança com o triplo de sua idade e o triplo de tempo de estudos musicais.
Aos cinco anos Mozart já compunha minuetos e outras peças pequenas, porém, todo este poder critativo e musical não era visto por seu pai apenas com alegria, mas também com muito medo e alarme.
O pai de Mozart não tinha a menor idéia de como e o que mais poderia ensinar ao filho, pois este não gastava mais do que 30 minutos para solucionar os problemas mais complexos que o pai lhe oferecia.
Vaidoso, o pai de Mozart estremecia diante de tal genialidade, porém, não deixou de tirar dela tudo o que pode.
"Aproveitou" todo o poder criativo de seu pequeno filho para adquirir uma pequena fortuna. Levava-o para as casas aristocráticas e principescas e fazia-o executar alguns jogos musicais. O que fez com que Mozart passasse a maior parte de sua infância e adolescência viajando.
Mesmo tendo uma vida totalmente movimentada, aos 12 anos Mozart já era um compositor de altíssima qualidade, seus "métodos" de composição, no entanto, eram um tanto quanto diferentes.
Por ter tido uma vida cheia de viagens, Mozart criou uma maneira de compor só sua: primeiro ele criava a música em sua cabeça, até em seus menores detalhes, enquanto fazia outras coisas como jogar bilhar, ensinar piano, etc. Depois, logo que tinha a oportunidade de sentar-se em frente a uma partitura em branco, escrevia a música que trazia em sua cabeça com tal fervor e rapidez que não houve quem não tivesse ficado impressionado com tamanha força criadora.
Escrevia a música como se estivesse apenas copiando uma partitura que já sabia de cor.
Esta infância atribulada, porém, teve uma forte influência sobre sua personalidade. Alegre e encantador, Mozart ficava a vontade logo após ser apresentado a alguém, entretanto, achava muito difícil formar amizades mais duradouras e profundas. Sua infância o tornara um homem superficial em suas relações.
Mozart levou esta maneira leviana de viver até a sua idade adulta, pois mesmo casado e pai de família, mudava-se continuamente (chegou a mudar-se 9 vezes em um ano), era também absolutamente incapaz de controlar sua vida financeira. Foi "ciceroneado" até os 30 anos por seu pai, quando este veio a falecer.
Casado com Constanza, a qual era tão imprudente com relação ao dinheiro quanto o próprio Mozart, passou a viver atolado em dívidas e sob condições de extrema pobreza.
Nos últimos anos de sua vida, apesar de terem sido extremamente ricos no que se refere a criação musical, sofreu muitíssimo com a falta de recursos.
Mozart, a respeito de sua criação musical, sempre se viu como um grande compositor de óperas. Suas criações operísticas como Don Giovanni, Flauta Mágica e outras eram suas obras favoritas.
Seu instrumento preferido era a viola, que ele tocava admiravelmente em música de câmara com seus amigos, entre os quais, Haydn.
Entre as obras de Mozart estão 41 sinfonias; 27 concertos para piano; cinco concertos para violino; quatro concertos para trompas; um concerto para flauta; um para oboé; um para clarineta; um para fagote; uma sinfonia concertante para violino, viola e orquestra; sinfonia concertante para quatro instrumentos de sopro e orquestra; um concerto para dois pianos; um concerto para trêsobra mozartiana. pianos; um concerto para flauta e harpa; concertone para dois violinos; 17 divertimentos, treze serenatas, mais de cem minuetos, gavotas, marchas e outras peças para dança, freqüentemente agrupadas em conjuntos de seis.
A maior parte das sinfonias escritas por Mozart foi composta como música de entretenimento, um contraponto alegre aos divertimentos e serenatas.
Da música vocal composta por Mozart, fazem parte 19 missas (incluindo o Requiem); 4 cantatas; vésperas e uma dezena de obras corais e orquestrais menores; 24 óperas e outras obras para o palco (incluindo, "Idomeneo", "O Rapto do Serralho", "As Bodas de Fígaro", "Cosi Fan Tutte", "Don Giovanni" e "A Flauta Mágica"); 12 árias de concerto, a cantata Exultante, Jubilate e um punhado de peças menores para voz solista e orquestra; 50 canções para voz e piano.
Seus concertos para piano foram escritos, em sua grande maioria, para serem utilizados em suas apresentações. Mozart compôs o primeiro concerto aos 11 anos de idade e o útlimo em 1791, ano de sua morte.
Mozart,
um dos maiores gênios da música de todos os tempos, morreu a 5 de dezembro de
1791.
Obra mozartiana!
A obra
O menino prodígio em 1763
Bildunterschrift:O menino prodígio
Ao longo de seus intensos 35 anos de vida, Wolfgang Amadeus Mozart escreveu mais de 600 obras musicais, a primeira aos cinco anos de idade, a última no leito de morte.
Música instrumental
Em se tratando de um pianista virtuoso, não é de espantar que a produção mozartiana para piano seja gigantesca e variadíssima. Mozart deixou ainda 41 sinfonias e 27 concertos para piano, assim como diversas obras concertantes com instrumentos solistas, como violino, clarinete, flauta, trompa e oboé. Sua produção camerística engloba praticamente todos os gêneros em voga na época, de sonatas a dois a quintetos e serenatas para conjuntos de sopros e cordas.
Uma delas, Eine kleine Nachtmusik K 525 (Pequeno serão musical), conta possivelmente entre os maiores hits da música clássica em todos os tempos. Graças a sua utilização na película Elvira Madigan (1967), o movimento lento do Concerto para piano nº 21 ocupou as paradas de sucesso durante semanas, competindo de frente com baladas e canções de rock.
Música vocal
As mais de 20 óperas e singspiele (precursor da opereta) contam entre as peças mais apreciadas do gênio austríaco. O primeiro lugar de popularidade cabe, sem dúvida, a sua A flauta mágica (1791), apresentada em inúmeras versões (de câmara, carnavalesca, infantil, etc.), incluindo o memorável filme de Ingmar Bergman, de 1975, em língua sueca.
Seguem-se As bodas de Fígaro (1786), Don Giovanni (1787), Cosí fan tutte (1790) e O rapto do serralho (1782). Bem menor é o apelo popular das óperas sérias Idomeneo, re di Creta (1781) e La clemenza di Tito (1791). Composto aos apenas 12 anos de idade, o singspiel Bastien e Bastienne já é uma pequena obra-prima.
Da pena de Mozart, também nos chegaram numerosas canções com acompanhamento de piano e orquestral, assim como cerca de 20 missas, ao lado de litanias, motetos e outras obras sacras.
O "K" em Mozart
Do Minueto para cravo em sol maior, KV 1, ao Réquiem em ré menor, KV 626, essas misteriosas letras acompanham sempre as obras de Wolfgang Amadeus, quer em capas de CD, programas de concerto, partituras ou bibliografias. O que elas representam?
"K", "KV" ou "KV-Nr." referem-se ao catálogo (Verzeichnis) onde se encontram, ordenadas cronologicamente, as obras mozartianas, para fácil acesso e identificação. O autor desse importante trabalho foi o musicólogo Ludwig von Köchel (1800–1877). Após a primeira edição, em 1862, o catálogo sofreu revisões em 1905, 1937 e 1964, determinadas por novas descobertas musicológicas.
O "K" de Mozart equivale, portanto, ao "D" (Deutsch) para as obras de Franz Schubert, "H" (Hoboken) para Joseph Haydn ou o ao BWV (Bach-Werkverzeichnis) para Johann Sebastian Bach.